segunda-feira, 15 de novembro de 2010

*ESTRATÉGIAS ORGANIZACIONAIS NA ERA DA INFORMAÇÃO

Muitas empresas ainda se utilizam dos sistemas de planejamento e controle hierárquicos projetados para a competição da era industrial. A estratégia é determinada pela cúpula; cabendo aos executivos estabelecer metas, políticas e alocação de recursos a longo prazo. Eles determinam que os gerentes e funcionários menos graduados devem agir de acordo com esses planos. Os executivos e gerentes utilizam um sistema de controle gerencial para monitorar a aquisição e utilização de recursos de acordo com o plano estratégico. E mais abaixo na escala hierárquica da organização, os sistemas de controle operacional monitoram o desempenho a curto prazo de processos operacionais específicos e dos funcionários de linha de frente.
Esse modelo de gestão leva a uma clara divisão entre o dia-a-dia das operações e o planejamento estratégico, que são muitas vezes realizadas com um baixo conhecimento da operação e com uma pequena participação dos responsáveis pela gestão do negócio, resultando em uma safra de planos estratégicos altamente sofisticados, mas com pouca ou nenhuma aplicabilidade no negócio, quer por resistência dos executivos, quer por inadequação à realidade.
Desse modo, acredito que a formulação e implementação da estratégia funciona bem quando os altos executivos possuem uma visão clara do destino da organização e das providências a serem tomadas para que esse destino seja alcançado comunicando adequadamente à todos os funcionários.
As estratégias para as organizações da era da informação não podem ser mais tão lineares e rígidas como no passado. Os altos executivos precisam dar e receber constantemente feedback instantâneo sobre o impacto das estratégias em ambientes mais competitivos e turbulentos, isto é, complexos como o atual.
As organizações precisam ter capacidade para o aprendizado que ocorre quando os executivos questionam suas premissas e refletem sobre a teoria segundo a qual vinham operando coerente com as evidências, as observações e a experiência atuais. Ocasionalmente, precisam ser capazes de criar novas estratégias para aproveitar novas oportunidades, ou para neutralizar novas ameaças não previstas quando da elaboração do plano estratégico inicial.

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